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Pedra nos Rins: Por Que Dói Tanto e Como Evitar a Próxima Crise

Por Dr. Bruno Hurtado Rodrigues · 15 de Setembro de 2026
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O Dr. Bruno Hurtado Rodrigues, urologista em São Paulo especializado em urologia geral e uro-oncologia, explica neste artigo o que são os cálculos renais, por que a cólica renal é tão dolorosa e quais hábitos ajudam a evitar novas crises.

Quem já teve uma cólica renal sabe: é uma das dores mais intensas que existem. De repente, uma pontada forte nas costas ou na lateral do abdome que vai e vem em ondas, às vezes acompanhada de náusea, suor frio e uma vontade urgente de ir ao banheiro. Muita gente passa por isso pelo menos uma vez na vida — e, depois que passa a crise, fica a dúvida: por que isso aconteceu e como evitar que aconteça de novo?

Neste artigo, quero explicar de forma simples o que são os cálculos renais (o nome técnico da "pedra nos rins"), por que eles doem tanto, e o que dá para fazer no dia a dia para reduzir o risco.

O que é, afinal, uma pedra nos rins

Os rins filtram o sangue e produzem a urina, eliminando substâncias que o corpo não precisa mais. Quando certas substâncias — como cálcio, oxalato ou ácido úrico — ficam concentradas demais na urina, elas podem se cristalizar e formar pequenos "grãos" sólidos. Esses grãos podem crescer e virar cálculos que variam de um grão de areia a, em casos mais raros, o tamanho de uma azeitona.

Enquanto a pedra fica parada dentro do rim, muitas vezes ela nem dá sintoma. O problema começa quando ela se movimenta e tenta descer pelo ureter — o canal fino que liga o rim à bexiga. É esse atrito e essa obstrução que geram a dor característica da cólica renal.

Por que a dor é tão forte

A cólica renal costuma ser descrita como uma das piores dores que uma pessoa pode sentir, e há uma explicação para isso. Já ouvi mulheres com cólica dizendo que a dor é pior que a dor do parto.

Quando a pedra obstrui a passagem da urina, a pressão dentro do rim aumenta rapidamente, e essa distensão ativa terminações nervosas muito sensíveis (a dor não acontece simplesmente porque a pedra se mexe). Diferente de outras dores, ela costuma vir em ondas: aperta, alivia um pouco, aperta de novo. Também é comum a dor "migrar" — começar mais nas costas e ir descendo em direção à virilha conforme a pedra desce pelo ureter.

Sinais de alerta que pedem avaliação urgente incluem febre, sangue visível na urina, dor que não melhora com analgésicos comuns, ou dificuldade para urinar. Nesses casos, não vale a pena esperar — é hora de procurar atendimento médico.

Por que algumas pessoas formam pedras e outras não

Existe uma combinação de fatores. A genética tem seu peso: quem tem parentes próximos com histórico de cálculo renal tende a ter mais risco. Mas o principal fator que está ao nosso alcance controlar é a hidratação. Beber pouca água concentra a urina e facilita a cristalização das substâncias que formam as pedras.

Outros fatores que contribuem: dieta rica em sal e em proteína animal em excesso, baixo consumo de líquidos em climas quentes ou durante exercícios intensos, algumas condições metabólicas, e certos medicamentos. Vale lembrar que nem toda pedra tem a mesma composição química — por isso, quem já teve mais de um episódio costuma se beneficiar de uma investigação mais detalhada para entender a causa específica no seu caso.

Dá para prevenir?

Sim, em boa parte dos casos. Algumas medidas simples ajudam bastante:

Manter uma boa ingestão de água ao longo do dia é a principal delas — idealmente 30-35mL por kg de peso corporal (uma pessoa de 70kg deve ingerir em média 2100mL). Verduras e frutas ácidas (ou cítricas – laranja, mexerica, abacaxi, limão etc) também ajudam a evitar a formação das pedras. Moderar o consumo de sal também faz diferença, já que o excesso de sódio aumenta a eliminação de cálcio pela urina. Falando nisso, a restrição de cálcio (p.ex. leite e derivados) não é recomendada. É importante também equilibrar a quantidade de proteína animal na dieta, sem cortá-la radicalmente, mas evitando excessos. Por fim, evitar bebidas açucaradas, como refrigerantes, é fundamental.

Para quem já teve cálculo renal antes, um urologista pode solicitar exames que ajudam a identificar o tipo específico de pedra e orientar medidas mais direcionadas de prevenção, já que a estratégia pode variar de pessoa para pessoa.

Quando procurar um urologista

Vale marcar uma consulta se você já teve um ou mais episódios de cólica renal, se tem histórico familiar de cálculos, se notou sangue na urina mesmo sem dor, ou simplesmente se quer entender melhor seus hábitos e fatores de risco antes que um primeiro episódio aconteça. Em quadros de dor aguda muito intensa, com febre ou vômitos, o caminho é a emergência.

O acompanhamento urológico permite não só tratar a crise quando ela acontece, mas também investigar a causa e traçar um plano para reduzir a chance de recorrência — o que faz muita diferença na qualidade de vida de quem já enfrentou essa dor.


Este conteúdo tem caráter educativo e não substitui uma consulta médica individual. Cada caso deve ser avaliado presencialmente por um profissional.

Já teve pedra nos rins ou tem dúvidas sobre seu risco? Agende uma consulta com o Dr. Bruno Hurtado em São Paulo.

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Dr. Bruno Hurtado Rodrigues — Urologista em São Paulo, especializado em uro-oncologia, cirurgia robótica e medicina sexual masculina. Mestre em oncologia pelo AC Camargo Cancer Center. CRM-SP 139.902 | RQE 55.410.